Prostituta vs acompanhantes de luxo em Angola
Em Angola, o sexo remunerado é uma realidade intensa e muitas vezes escondida, marcada pelo estigma e pela falta de reconhecimento social e estatal.
Por: Isabel dos Santos
A crise económica e o desemprego empurram cada vez mais pessoas para a prostituição, que, para muitos, é a única forma de sobrevivência. Alguns bares, pensões e até hotéis colaboram, facilitando a prática em locais estratégicos da capital.
A prostituição em duas realidades extremas: de rua e acompanhantes de luxo. Na rua, mulheres e homens em situação económica vulnerável expõem-se diariamente a riscos, operando em zonas como Baixa de Luanda, Talatona, Ilha e Mártires de Kifangondo. Já os acompanhantes de luxo mantêm operações discretas, muitas vezes por meio de agências ou contatos privados, com preços altíssimos, maior segurança e anonimato.
Nayara Silva (de nome fictício) uma acompanhante de Luxo, apresenta-nos detalhes de uma bem elaborada rede que colabora via redes sociais, com jovens do gênero feminino entre os 17/ 31 anos de idade, bem como alguns hotéis com mais de duas estrelas são considerados os locais de caça das presas e o modus operandi.
O contraste entre a miséria da prostituição de rua e o luxo pago caro evidencia desigualdades sociais gritantes. Em Angola, o sexo remunerado não é apenas uma escolha: para uns, é sobrevivência; para outros, é um serviço exclusivo, refletindo uma sociedade profundamente desigual.




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