Portugal: Traficantes usavam carro funerário para transportar cocaína
Os alegados traficantes de droga detidos pela Polícia Judiciária em Portimão apanhados no âmbito da operação Valhalla recorriam a um carro funerário para transportar a cocaína na região sem levantar suspeitas, revelou esta sexta-feira a força policial.
“Durante as diferentes fases, [essa organização criminosa] aquilo que realizou foi transportes discretos através da utilização de um carro funerário, que fazia movimentar a droga entre a embarcação e a casa de recuo”, disse, em conferência de imprensa, o coordenador de investigação criminal Vítor Ananias.
Segundo o responsável da Unidade Nacional da Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, a cocaína era descarregada na marina de Portimão e depois transportada para “uma residência próxima” da cidade, tendo presumivelmente como destino final a Dinamarca, de onde são nacionais nove dos dez detidos no concelho algarvio.
O outro detido em Portugal é de nacionalidade letã e, na operação conjunta com a Polícia Marítima e as autoridades dinamarquesas e espanholas, foi ainda detida uma mulher em Copenhaga. Os suspeitos têm entre 20 e 65 anos e deslocar-se-iam a Portugal “exclusivamente com o fito de proceder à descarga de cocaína transportada pela embarcação de recreio ” e armazenada na casa de recuo localizada nas proximidades.
No total, foram apreendidos 1384 quilos de droga, que será proveniente da América Latina e terá sido transferida em alto mar de uma outra embarcação para a que descarregaria a droga na marina de Portimão, precisou Vítor Ananias.
A operação Valhalla, designação dada pela mitologia nórdica ao palácio onde eram depositados os guerreiros mais corajosos mortos em batalha, decorreu “nos últimos dias” na sequência de um alerta em Dezembro de 2025 das autoridades dinamarquesas. Por se tratar de tráfico internacional de droga por mar, contou também com a colaboração do Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcóticos. Além da cocaína, foram apreendidas na acção policial duas embarcações e três viaturas.
Os detidos em Portugal vão ser ouvidos esta sexta-feira em primeiro interrogatório por um juiz, para a eventual aplicação de medidas de coacção, que podem ir até à prisão preventiva.
legenda: O veículo que servia para transportar a droga entre a marina e uma residência próxima não levantava suspeitas (foto de arquivo) Adriano Miranda




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